Monthly Archives julho 2013

Como valorizar o momento das alianças

O anel (aliança) surgiu entre os gregos e os romanos, tendo provavelmente por origem um costume hindu de usar um anel para simbolizar o casamento. Os romanos acreditavam que no quarto dedo da mão esquerda passava uma veia (vena amoris) que estava diretamente ligada ao coração, costume culturalmente seguido até os dias de hoje.

Independentemente de quando ou como tenha surgido, fato é que a aliança é um símbolo de união e fidelidade entre os casais, e possui seu momento de glória dentro do casamento: o momento da sua entrada !

Claro que optar por não dedicar um espaço a este momento não irá diminuir a importância da sua cerimônia, esta é apenas mais uma forma de personalizar o seu evento e encantar os seus convidados.

Caso seja esta a sua decisão, o noivo poderá tirá-la do bolso e entregar para o responsável pela benção das alianças na hora oportuna. Assim era feito e talvez com o crescente  desejo dos noivos por cerimônias criativas e personalizadas tenha deixado de ser visto. Ou será que este costume perdeu sua vez por “culpa” do noivo ?! Afinal esta era a única responsabilidade do homem no casamento, e muitos deles as esqueciam em casa, lembram ?! rs Aí começaram a entregar para o padrinho mais próximo, e … ops !, ele é homem e esquecia também ! rs Nada melhor do que intervir nesta situação colocando a entrega delas no programa ! Acho que eu descobri o real significado desta mudança !!! \o/ rsrsrs Desta forma alguma mulher “ganhará” esta responsabilidade (e não teremos mais alianças esquecidas) : a mãe do noivo … a irmã do noivo … a cerimonialista … rs

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Para as pessoas que me acompanham por aqui, já desconfiam que a minha opinião é que se faça SIM deste momento algo irresistível e único, que poderá surgir através da pessoa escolhida para levá-las ou do local “desenhado” para carregá-las. Use a sua criatividade, sempre !! Gosto muito dos porta-alianças de porcelana, da idéia dos bichinhos de tecido, de deixar que os seus bichinhos as levem na cabeça, ou no pescoço, e até mesmo de se aproveitar o tema da decoração (por exemplo conchas para casamentos na praia) como tem sido feito atualmente, mas, especial mesmo é quando envolvemos sentimento nesse momento !

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Você pode aproveitar o carrinho favorito da infância do seu noivo , a sua boneca de estimação, uma miniatura do instrumento musical que é o maior hobby de um dos dois (achei genial essa foto abaixo em que a própria noiva, que é pintora, entra com uma paleta de cor com as alianças amarradas, dispensando o bouquet !). Que tal surpreender os seus convidados com a seguinte brincadeira: o pajem entra como “segurança” das alianças, todo a caráter ?! Ou a idéia de usar um porta-jóia antigo, que ficou de lembrança de uma pessoa querida que já não está mais com vocês ?

Torne este momento ainda mais pessoal: traga a sua vida e a sua história para o seu grande dia através desses objetos que marcaram o crescimento ou o encontro de vocês ! E aí, um momento que já era tão esperado – o símbolo que encerrará a intenção deste compromisso – carregará junto com ele toda uma bagagem nostálgica de felicidade e emoção …

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Um topo de bolo pra chamar de seu

Lembra da Rainha Victoria, que falamos no post “Vestido de noiva colorido: sim ou não ??” ? Pois é, assim como o vestido branco, o casal de noivinhos no topo do bolo também foi uma inovação advinda do casamento desta rainha inglesa com o príncipe Albert, em 1840. Uma personificação do pensamento de que o amor que eles nutriam um pelo outro os fazia “flutuar em nuvens”. Somente nos anos 90 é que eles chegaram aqui no Brasil, e a partir deste momento esta idéia se popularizou e atualmente é parte indispensável dos casamentos.

Com a criatividade dos noivos cada vez mais aflorada – e as empresas ávidas por atender  esta demanda por inovação e exclusividade, os noivinhos de biscuit têm sido colocados de lado para dar espaço a novas formas de traduzir a identidade dos noivos. Sim, porque um topo de bolo original nada mais é do que a vontade expressa do casal de se mostrar como realmente é: suas particularidades e estilo !

A escolha deste enfeite deverá seguir o espírito do casamento e estar em consonância com a dècor, ou seja, não caberá à exuberância de um casamento clássico um topinho handmade de crochê, que, em contrapartida, valorizaria ainda mais a mesa de um casamento rústico, no campo.

Reuní algumas opções para vocês se inspirarem, dentro do que está em alta neste nicho. A idéia é que os noivos decidam juntos o que mais se aproxima da essência deles, ou até, da história do casal, por exemplo: caso não usem bonequinhos personalizados, podem escolher “bichinhos” que tenham a ver com os apelidos carinhosos confidenciados na época do namoro, e por aí vai …

TOYART ou PAPERTOY: cada toy carrega consigo, além dos traços do seu dono, detalhes de roupas ou acessórios “de estimação” que o cliente queira reproduzir no personagem. Uma vantagem deste modelo é que pode ficar como enfeite no escritório ou dentro de casa, após a celebração.

blog manu bolo de casamento toyart(Paper Toy Art)

PAPEL: uma outra opção bem diferente e ainda mais delicada, que já caberia para um casamento um pouco mais clássico que o do estilo acima. Dos modelos mais atuais, estes seriam com certeza a minha escolha !

blog manu bolo de casamento papel(Concarta)

MADEIRA: aqui fica mais difícil a adequação dos bonequinhos às características dos noivos, então fica como uma opção romântica e divertida, para casamentos criativos.

blog manu bolo de casamento madeira(Pati Mendes / Nanda Teixeira)

GESSO ou ARGILA / VIDRO ou CRISTAL / PORCELANA: o primeiro para casamentos mais rústicos e os últimos para eventos formais.

blog manu bolo de casamento argila(Argila : Willow Tree / Gesso : Red Light Studio /  Cristal  e Porcelana : The Cake Top)

LÃ/ FELTRO / CROCHÊ: como são enfeites handmade, vem sendo utilizados principalmente nos últimos  mini weddings – em virtude da proposta do DIY.

blog manu bolo de casamento crochê(Crochê :  Maria Handmade / Lã e Feltro: Lily-baby-shopYu Yu Art )

Afinal, depois de tantas idéias conseguiu chegar a conclusão de qual topo de bolo tem mais a “carinha” de vocês ??!

Rabo de cavalo: a moda que não sai de moda

O rabo de cavalo foi usado pela primeira vez por Coco Chanel,  em uma corrida de cavalo em Longchamp, e acabou por afirmar a simplicidade e praticidade com que esta estilista sempre enxergou a moda.

Atualmente, na versão lateral e baixo (tendência nos desfiles de inverno 2012) tem feito cada vez mais sucesso – nas passarelas nacionais e internacionais e na nossa cabeça, reles mortais antenadas … rs  O penteado, na altura da nuca, pode ser preso na lateral sem nenhum adorno (mais indicado para as madrinhas e convidadas) ou também com algum detalhe: uma trança embutida, tiaras, headbands, flores naturais ou de tecido e fascinators (ótima opção para as noivas).

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Caso você mesma queira fazer em casa, deverá abusar da cera (e esquecer o gel !), tendo em vista um efeito bem certinho, sem nenhum fio “pulando” fora do lugar. Ou, caso tenha os fios um pouco mais grossos, a dica é misturar silicone na cera, a fim de não “pesar” o cabelo.

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A versatilidade deste penteado permitirá inúmeras variações, conforme o estilo que você decida adotar para o seu look: com os fios bem puxados (foto acima a esquerda), você terá um visual mais clássico. Já desfiado e dependendo do adorno, um visual mais moderno. Para as mulheres de rostos arredondados (como moi … rs) o mais indicado seria tentar “alongar ” a face usando-o juntamente com um topete.

O mais importante é que você terá nas mãos uma opção romântica e atemporal para encantar e se deixar encantar !!

Algumas inspirações para madrinhas e convidadas …

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E outras para as noivas … espero que vocês se animem com esta tendência !

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Casamento na praia: convite e dress code

O dress code para um casamento na praia está além de tradições. Claro que alguns cuidados devem ser tomados, mas de forma geral, por ser um evento em clima despojado, levamos em consideração mais a praticidade e conforto das roupas, aliados obviamente a beleza das mesmas !

Principalmente em virtude do ambiente rústico, o casar na praia pede algo mais leve, fluido, sem muitos detalhes; o que não afasta a elegância. Para as mulheres, chiffon, seda, organza e outros tecidos de “famílias” próximas são utilizados em vestidos curtos, mídi ou longos – que já ficam mais glamourosos. Os estampados, como por exemplo os florais são bem aceitos e agregam estilo ao traje. Com relação aos vestidos curtos, vale ressaltar que o bom senso não pode ser dispensado – lembre-se que você estará em um casamento, o que é muito diferente de ir a praia passear e desfilar o bronzeado … Para o penteado, o próprio clima de praia exigirá algo sem muita complexidade e pretensão: cabelos soltos ou presos em um coque desconstruído são algumas das opções.

Como a figura principal ainda é a noiva (sim, alguns convidados podem se deixar levar pelo cenário e esquecer dela … rs), as mesmas observações acima deverão ser avaliadas, obviamente com uma maior liberdade de adornos e detalhes para que se destaque das madrinhas e convidadas presentes na celebração. Evite: excesso de brilho e salto agulha.

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Chapéus, flores no cabelo, e até um véu – que em versão mais curta e com o tecido adequado não irá incomodá-la na cerimônia, nem levantará areia sobre os convidados são escolhas acertadas.

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Convém ressaltar que o cabelo deverá estar de acordo com o vestido: se clássico, boho-chic, ou “modernoso”. Outras opções são as coroas de flores, ou acessórios com pedraria que se aproximem do tema “mar”.

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Mesmo com a informalidade do evento, não deixem de adequar o seu traje ao tempo: areia, vento, sol, calor acima da média (dependendo da estação) e até chuva poderão surpreender você caso não tenha se preparado.

No que diz respeito aos trajes do noivo, pais e padrinhos, estes serão ditados pelos noivos, e seguirão o estilo de casamento planejado. De maneira geral recomenda-se o social sem gravata, como calça, camisa e (ou sem) blazer.

Para facilitar a vida dos convidados e evitar trajes inadequados sugira antecipadamente o dress code no próprio convite de casamento ! Tenho certeza que esta atitude será aplaudida pelos indecisos … rs

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Madrinha com roupa igual (ainda) é diferente?

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Existiu um tempo em que investir em madrinhas com roupa igual era diferente. O habitual sempre foi “cada uma escolher a sua cor”. Não que essas formas tenham saído de moda, ou não tenham o seu valor !! Todavia, as noivas hoje permitem que as suas madrinhas “apareçam” através de modelos exclusivos, pensados para elas e esse tipo de liberdade só mostra como esta amizade é importante. Em alguns casos vemos até a participação das amigas-madrinhas na escolha do modelito ! E o limite fica por conta somente da criatividade da noiva, ou de todas elas juntas.

Os vestidos agora seguem as cores da dècor, o estilo próprio de se vestir das amigas, a proposta do casamento (rústico ou clássico), ou até um “tema” definido pela noiva.

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Embora nada disto supere  a honra que é receber um pedido desses: não se escolhem mais madrinhas-padrinhos “ricos” como certeza de bons presentes (ok, talvez alguns ainda o façam … rs); acompanhamos um amadurecimento gradativo por parte dos noivos (e da Sociedade) e o convite passou a ser direcionado para os amigos íntimos e realmente especiais, com o intuito de elevar essa amizade a um outro nível – mais familiar. Uma forma de dizer para aquela pessoa que ela foi escolhida para estar sempre próxima (ou, mais próxima ainda) da vida do casal, dali em diante. E não deveria ter sido sempre assim ??!!

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O papel da madrinha surgiu para que a noiva tivesse “suporte” durante os preparativos, e não se sentisse sobrecarregada, e consiste dentre outras coisas em:

  • ajudar na escolha do vestido da noiva;
  • auxiliar a noiva no planejamento do casamento;
  • organizar a despedida de solteira, o chá de panela ou lingerie;
  • no dia do casamento ajudar a noiva a se preparar;
  • durante a cerimônia estar atenta a ela, na arrumação do vestido, na make ou penteado e deixá-la tranquila e confiante;
  • durante a cerimônia religiosa ou civil ficar responsável pelo bouquet;
  • ajudar a noiva escrevendo o nome das amigas solteiras na cauda do vestido;
  • ajudar na organização da mala para a lua-de-mel e da “malinha” para a noite de núpcias;
  • ajudar na decoração do carro da saída dos noivos (por que não vejo mais isto ??!!! tão delicado e romântico !); etc.

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Atualmente, com a contratação das Assessorias de Casamento e Cerimonial estas funções foram sendo aos poucos incorporadas, o que acabou por reduzir este convívio e auxílio. Quando muito, as madrinhas, como a mãe da noiva participam do making of e fazem a make e o cabelo juntas, no mesmo espaço. Ninguém mais tem tempo, todo mundo trabalha horas e mais horas extras e a organização do evento se mostra cada dia mais objetiva e “planilhada”.

Não deixe que isto aconteça ! Aproveite para dividir estes momentos valiosos com quem você escolheu para estar ao seu lado, durante a sua cerimônia. Este tempo não voltará … lembre-se que quanto maior o envolvimento, maior a troca; e maior será a sintonia de  vocês no grande dia. Como consequência, um ambiente repleto de amor e tranquilidade, muitas risadas, pessoas para dividir o nervosismo e a expectativa, e uma amiga, ou várias delas, pra lhe dizer como você está linda e radiante !

Selecionei alguns modelos de vestidos de madrinhas originais, para vocês se inspirarem !!

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Quando as noivas optam pela irreverência

Outro dia estava lendo sobre o “ensaio boudoir” (leia-se budoá), que é um ensaio fotográfico com o objetivo de mostrar o lado mais “íntimo” da noiva. Na minha opinião, para que esta idéia funcione e seja um diferencial positivo no making of precisa se utilizar de dois pilares:  um, e mais óbvio, a sensualidade da noiva; e por isso ele não irá funcionar se você não estiver totalmente a vontade com este momento. E dois, a leveza e habilidade do fotógrafo, que deve ser bom o suficiente para que isto não se torne um episódio próximo da vulgaridade – que não condiz com este dia. Afinal, se a idéia é um ensaio sensual simplesmente, você pode aproveitar outras datas para fazê-lo !

Recordo-me que a primeira vez que vi um ensaio deste tipo (e nem sabia que tinha esse nome) foi no site da fotógrafa Fabrícia Soares, e pensei: “nossa, que ousado ! será que eu teria coragem ??”. Hoje vejo tantas fotos assim, tantas noivas irreverentes ! Aplaudo sempre de pé a ousadia !

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Boudoir é um termo em francês que designava o quarto privado da mulher no século XVI, onde elas se arrumavam , após o banho. Como se fosse um “closet” de hoje em dia, com uma penteadeira para os retoques finais de cabelo e maquiagem, agora já vestidas.

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Atualmente, para o “universo casamento” este termo ganhou espaço através das fotos com lingeries, corselets e/ou peças de roupa íntima a mostra. Por isso mesmo é um momento onde somente a noiva e o fotógrafo estarão na suíte do hotel ou local que a mesma  tenha escolhido para o making of: sem distrações, sem companhias.

Em contrapartida o resultado, que pode e deve ser compartilhado, e  lhe dará um leque de direções, por exemplo já aproveitar uma das fotos e enviar para o celular do seu noivo e animá-lo para a noite de núpcias; escolher a sua preferida, emoldurá-la e pendurar em um cantinho dentro de casa onde somente você e o seu (agora) marido possam admirar; fazer um álbum para rir e mostrar às amigas durante uma sessão de champagne, ou até usá-lo para relembrar a você mesma, sempre, como é linda e sensual e que não deve perder esse lado durante os próximos anos de relacionamento …

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Como a intenção aqui não é o nú explícito e sim o “esconde-revela”, o interessante é que sejam utilizados elementos do grande dia para contextualizar o ensaio, quer sejam: véu, grinalda, bouquet e sapatos. Estes itens trarão a feminilidade necessária para o registro e principalmente, o toque de romance que todo casamento possui como pano de fundo. Não perca esse toque ! Porque neste dia, e somente neste dia, você estará vestida de noiva.

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Lapelas diferentes, noivos sensíveis

Eu amo cinema, quem me conhece sabe … e quem não me conhece tão bem, também ! rs Hoje pensando no texto sobre lapelas lembrei do poema lido por Cameron Diaz no filme “In her shoes”, de Tony Scott, ou  “Em seu lugar” aqui no Brasil. O poema é do poeta E. E. Cummings e traduzido significa “Eu levo o seu coração comigo”.

“eu levo o seu coração comigo (eu o levo no 
meu coração) eu nunca estou sem ele (a qualquer lugar 
que eu vá, meu bem, e o que que quer que seja feito 
por mim somente é o que você faria, minha querida) / tenho medo / que a minha sina (pois você é a minha sina, minha doçura) eu não quero
 nenhum mundo (pois bonita você é meu mundo, minha verdade) 
e é você que é o que quer que seja o que a lua signifique
 e você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar / aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe 
(aqui é a raiz da raiz e o botão do botão 
e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce 
mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder) 
e isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes / eu levo o seu coração (eu o levo no meu coração).”

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O uso da lapela (ou boutonnière) surgiu no século XIX , quando o príncipe Albert em seu casamento com a rainha Vitória fez um pequeno corte no paletó, para guardar o ramalhete de flores que recebeu dela. A finalidade era sempre lembrar da sua amada ao sentir o aroma das flores. Muitos esquecem ou não sabem que o surgimento da mesma deu-se por amor e romantismo.

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Lapelas diferentes, noivos sensíveis. Por mais que o noivo esteja usando algo original a pedido da noiva, já parta do princípio de que ele ACEITOU usá-lo, e com isto demonstra o desejo também de contar a sua história, de ser parte do todo, ou até de se mostrar como figura importante naquele casamento. São sensíveis sim porque mostram paixão ! Seja na homenagem a um ente querido que se foi, seja ao prender um coração pra dizer que ele bate forte por aquela bela mulher que desliza até ele, ou, uma chave demonstrando que só ele tem o caminho para o coração dela; seja simplesmente pra “contar” aos seus convidados que ele tem um hobby : música, fotografia, basquete … e todo hobby não é uma paixão ?!

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Fato é que os noivos já não são mais acompanhantes da figura principal noiva, eles ganharam seu lugar ao sol, no altar ! E mostram a que vieram: pra encantar a noiva e aos seus convidados, pra homenagear um amor. Noivos sensíveis usam lapelas diferentes. Eles as carregam, e aos seus amores, perto do coração …  “eu levo o seu coração comigo …“.

Fascinators para as noivas modernas

Ontem conferi algumas das fotos da Royal Ascot Races 2013. Este evento, conhecido como a corrida de cavalos mais famosa do mundo, acontece todos os anos na Inglaterra, e reúne a aristocracia britânica há mais de 300 anos. Sempre me encantou pela prática dos piqueniques nos intervalos, que poderiam ser comuns por aqui, diante de tanta área verde, não ?

Mais do que um local de apostas ficou conhecido como um belo cenário para as mulheres desfilarem seus  chapéus e fascinators – todo adorno de cabelo feito de plumas, penas e pedrarias – tendência cada vez mais forte junto às noivas (aliados aos casquetes e voilettes).

Alguns dos meus modelos preferidos, usados nos últimos anos …

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Caso você seja daquelas noivas que gostam de surpreender (amo !), e pensa em usar um acessório de cabelo único e marcante não deixe de conhecer o trabalho da milliner brasileira Graciella Starling, considerada a nossa Philip Treacy pela Revista Vogue Noivas.

Millinery é a tradição de fazer chapéus e ornamentos de cabeça à mão, e por aqui esta desginer  é uma das principais representantes. Foi ela também que nos apresentou a prática das penas desplumadas – penas que têm suas plumas retiradas e por isso ficam leves e transparentes.

De acordo com ela, “as peças são mais indicadas para o dia, para casamentos que comecem e terminem até às 18 h. Mas, como é uma tendência, já é possível combinar os enfeites com os vestidos usados à noite, em especial os menos volumosos.”

Como parcimônia é sempre bem-vinda, opte por vestidos de noiva discretos, complete com belas jóias e encante os seus convidados com a alta chapelaria !

Fiz uma seleção de chorar de emoção pra vocês, porque para estes modelos, eu literalmente tiro o meu chapéu …

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